De acordo com levantamento feito pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Brasil tem a maior porcentagem de acidentes por esse tipo de incidente e sofre mais prejuízos econômicos em decorrência de tempestades elétricas do que os outros. Nosso território é atingido por nada mais, nada menos que 70 milhões de raios por ano, ou seja, duas ou três descargas elétricas por segundo.
Os raios costumam ocorrer em regiões tropicais, e como o Brasil é o maior país tropical, é mais fácil ser atingido. As descargas elétricas naturais causam um prejuízo anual de US$ 200 milhões ao País, em danos nas linhas de distribuição e transmissão de energia, redes de telefonia, indústrias, telecomunicações, propriedades privadas e também em vidas.
Em parceria com a Nasa, que há quatro anos monitora os raios com um sensor no espaço, o INPE elaborou um mapa que mede a incidência dos raios e aponta ainda as regiões do País mais sujeitas aos raios. A principal delas é o sul do Mato Grosso do Sul, onde são registradas 20 descargas por quilômetro quadrado ao ano.


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